ela caminha o queixo erguido, olhos no horizonte, segura da solidez da sua muralha que protege um coração frágil
ela sabe.
acredita.
é o que a move.
a espuma branca que vem do horizonte tornou.se no sopro da sua existência.
sabe que é feliz e que quer ser feliz.
quem gosta também é feliz e ela sabe.
sabe que a vida é efémera.
sente o embate de cada onda.
respira e mergulha de novo.
boia e deixa fluir
olhos fechados
esquece o corpo fisico
e entra no caos dos pensamentos que se misturam
vai focar
tranquila
o mar.


